Comer Ovos pode Ajudar no Controle da Glicemia

 

O ovo talvez seja o alimento mais controverso da nossa dieta. Por muito tempo, as pessoas o evitaram por causa do colesterol. Porém, depois, pesquisas mostraram que os benefícios trazidos por ele são muito maiores do que os riscos… e todo mundo voltou a comê-lo.

A situação fica ainda mais complicada para quem precisa seguir uma alimentação mais regrada por conta do diabetes. Apesar de ser rico em nutrientes, será que podemos considerar que não há problemas no consumo de ovos para diabéticos?

tem diabetes?

Na verdade, o ovo pode ser o vilão ou o grande aliado. Dependendo da quantidade consumida por semana, ele pode inclusive ajudar a evitar que a pessoa desenvolva diabetes tipo 2. Porém, o exagero é perigoso. Veja aqui mais informações para escolher se e quando inserir o ovo na sua dieta!

Estudos e mais estudos

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Os resultados de pesquisas sobre o consumo de ovos podem ser um pouco difíceis de interpretar e até parecem contraditórios. No entanto, se prestarmos atenção nas quantidades que eles reportam, podemos entender melhor a sua dinâmica.

Por exemplo, alguns estudos mostraram uma relação forte entre a alimentação com ovos e o surgimento de diabetes tipo 2. Pessoas que comiam ovos com frequência tiveram 42% mais chance de se tornarem diabéticas. Essa mesma rotina também provou ser perigosa para quem já tinha diabetes tipo 1 ou 2, pois aumentava em 69% o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares.

Da mesma forma, uma pesquisa do Brigham and Women’s Hospital de Harvard constatou que consumir um ovo todo dia aumenta o risco de diabetes do tipo 2. Nela, pessoas que comiam sete ou mais ovos por semana tiveram entre 58% (homens) e 77% (mulheres) mais chances de desenvolver esse tipo de diabetes do que as que não comiam ovos.

Percebeu que, nesses dois casos, o consumo de ovos era muito grande? Aí está a chave da questão, e é o que mostra um estudo da University of Eastern Finland, publicado no American Journal of Clinical Nutrition. Nele, os cientistas demonstraram que o consumo de ovos (na medida certa!) na verdade ajuda a reduzir o risco de o indivíduo desenvolver diabetes tipo 2. Mas só na medida certa mesmo.

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Participaram desse estudo 2.332 homens entre 42 e 60 anos. Seus hábitos alimentares foram acompanhados por 19 anos, e 432 deles foram diagnosticados com diabetes tipo 2. A conclusão foi de que aqueles que ingeriam cerca de quatro ovos por semana tiveram um risco 37% menor de desenvolver a diabetes do que os que consumiam apenas um por semana.

Além do risco diminuído, o estudo comprovou que o ovo ajuda a reduzir os níveis de açúcar no sangue. Porém, a ingestão de mais de 4 unidades por semana não apresentou nenhuma vantagem extra, e quem já tem diabetes tipo 2 não deve comer mais do que isso. Ou seja: um é pouco, quatro é o ideal, mais do que quatro: não!

Grandes benefícios

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O ovo se tornou um vilão por conta do colesterol que ele tem, principalmente na gema. No entanto, hoje sabemos que somente uma parcela pequena do colesterol que está no sangue vem de alimentos. A maior parte é produzida pelo nosso próprio fígado. Assim, mesmo que a gente passe a ingerir mais colesterol, a elevação dos níveis dele no sangue não vai ser significativa.

Além disso, a gordura presente no ovo é boa. São os chamados ácidos graxos, que ajudam na prevenção de diversos problemas no nosso organismo e regulam os níveis de colesterol e de triglicérides.

E isso não é tudo. O ovo é uma fonte completa de proteínas – pois tem todos os aminoácidos essenciais – e é rico em carotenoides e antioxidantes. Ele também tem vitamina D (que preserva a saúde neurológica e combate doenças autoimunes), A, E, B6 e B12, ferro, zinco, selênio, potássio, fósforo e cálcio. Nada mal, não é mesmo?

Como comer

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A que conclusão chegamos com todas essas informações? O ovo para diabéticos tem seus riscos e benefícios, mas o que predomina? A verdade é que depende do organismo de cada pessoa, e é importante você conversar com seu nutricionista antes de fazer mudanças na dieta. Algumas pessoas possuem predisposição genética a terem colesterol mais elevado e devem ter cuidado!

A American Heart Association recomenda o consumo diário de 300 mg de colesterol; um ovo de galinha grande tem 185 mg. É mais da metade do limite aconselhado e, por isso, se você comer um ovo, precisa compensá-lo com uma alimentação leve ao longo do dia. Por isso, a regra fundamental é: equilíbrio. Por exemplo, se você já estiver comendo ovo no almoço, evite colocar carne no mesmo prato, pois a quantidade de colesterol pode ser demais.

Pessoas com diabetes e problemas cardiovasculares devem ter cuidado especial no consumo porque seu metabolismo do colesterol vindo de alimentos é diferente. Porém, de dois a três ovos por semana não devem causar problemas para a saúde delas, e essa é uma opção melhor do que queijos amarelos e gordurosos, salgadinhos e sorvetes, por exemplo.

A forma de preparo também influencia no resultado final. Ovos cozidos têm muito menos gordura do que os fritos. Também são menos calóricos: 75 calorias contra as 107 calorias do ovo frito. E lembre-se: não coma ovo cru, por conta do risco de contaminação pela bactéria Salmonela.

Quando estiver no mercado, não perca muito tempo escolhendo, afinal existe grande diferença entre as proteínas e o colesterol dos diversos tipos de ovos (mas o ovo de codorna tem 38% mais gordura do que os outros). E, para completar, há uma proteína no ovo que que aumenta a sensação de saciedade. Por isso, depois de comê-lo você demora mais tempo para sentir fome e, assim, ele pode ser um aliado na perda de peso.

 

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Não fuja!

O ovo pode ser um grande amigo ou um terrível problema, tudo depende da quantidade e da forma de consumi-lo. Se você já tem diabetes, o melhor é conversar com seu nutricionista antes de inseri-lo na dieta, mas é provável que ele não proíba.

Não ultrapasse a quantidade recomendada por semana, de dois ou três ovos, e prefira prepará-los cozidos, não fritos. Assim, você pode aproveitar todos os benefícios e nutrientes desse alimento tão completo sem lidar com as complicações do excesso de colesterol. E, no final das contas, quem não gosta de um belo omelete?

Como você costuma preparar seus ovos? Ou você parou de comê-los por medo? Compartilhe este texto e ajude a acabar com a imagem de vilão de um alimento nutritivo e delicioso!

 

 

 

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