Quem tem diabetes pode comer tapioca?

A dieta de quem tem diabetes precisa ser muito bem pensada. Por conta da deficiência na produção ou na ação da insulina, não é qualquer coisa que os diabéticos podem comer. Mesmo assim, nem todo alimento que é chamado de proibido realmente causa problemas ao ser consumido.

 

tem diabetes?

Um desses alimentos é a tapioca. Por conta do seu alto índice glicêmico, ela costuma ser vista como um perigo para quem tenta controlar o diabetes. Porém, com a atual onda fitness, a tapioca se tornou um alimento superpopular, e receitas e mais receitas são compartilhadas todos os dias. Pouco calórica e sem glúten, ela é a queridinha dos seguidores da vida saudável. E a boa notícia é que os diabéticos não precisam ficar de fora!

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Quem é ela?

A tapioca está em alta entre a galera fitness, mas ela já era um alimento consumido com frequência nas regiões norte e nordeste do país. De origem indígena, é feita com fécula da mandioca. Aliás, a mandioca, que é uma das mais importantes culturas do Brasil, tem a maior parte de sua produção voltada para o uso na farinha de mandioca, da qual a tapioca é feita.

A sua fama atual se deve a alguns motivos. Primeiro: ela não contém glúten e, assim, pode ser consumida tranquilamente por pessoas com intolerância a ele, que está presente em tantos alimentos do dia a dia. Em segundo lugar, ela tem poucas calorias. Uma colher de sopa possui, em média, 70 calorias, contra as 150 do pão francês. Além disso, não tem fermento ou conservantes, conta com pouco sódio e não contém gordura. E, por último, mas não menos importante, é uma delícia!

Porém, não adianta escolher a tapioca como alternativa de lanche saudável e colocar um recheio calórico, não é mesmo? Pense em receitas leves para não prejudicar a dieta. E, se você quiser sair da tradicional forma de panqueca, pode usar a tapioca como base para outras receitas, como pudim, cuscuz e bolos.

Uma dica: quando for comprá-la, você vai encontrar algumas opções diferentes. A tapioca pode vir em goma, que é como um bloco. Para usá-la, você precisa peneirar, criando assim a farinha. Porém, pode comprar a farinha já peneirada e hidratada tanto no supermercado quanto na feira. E também existe a tapioca granulada, que fica ótima para o preparo de pudim!

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O índice glicêmico

Como dissemos, a tapioca tem um alto índice glicêmico. Mas, o que isso quer dizer? Existem dois fatores com os quais os diabéticos precisam ter cuidado. Um deles é a carga glicêmica. Ela representa a quantidade de glicose que uma comida levará para o organismo. O segundo é o índice glicêmico, que determina a velocidade com que essa glicose entrará no corpo.

Os carboidratos, que ao serem consumidos são quebrados e transformados em glicose, se dividem em dois grupos: simples e complexos. Os simples (açúcar e massas refinadas) têm uma digestão mais rápida, os complexos (grãos integrais) são processados mais lentamente. A tapioca está no primeiro grupo, dos carboidratos simples (de alto índice glicêmico). Além disso, ela também tem carga glicêmica alta.

E essa é a pior combinação: carga + índice glicêmico elevados. Isso porque, com o consumo de alimentos assim, a glicose no sangue aumenta muito rápido e não é absorvida por completo pelas células. As células, sem a glicose, vão buscar energia nas gorduras. E a queima das gorduras produz cetonas, substâncias ácidas que vão se acumulando no sangue. Quando há muita cetona no sangue, a chamada acidose, a pessoa pode sofrer problemas nos rins, nos olhos, nos nervos etc.

E isso não é tudo. Mesmo sem contar as consequências da acidose, a glicose alta oxida os vasos sanguíneos, o que é o primeiro passo para, depois, o corpo acumular colesterol e sofrer um infarto. E nem precisamos dizer que, para os diabéticos, os altos índices de açúcar no sangue devem ser evitados sempre. Tanto para quem tem diabetes tipo 1 quanto para quem tem diabetes tipo 2, a ação prejudicada da insulina faz com que esse excesso de açúcar fique no sangue e cause outros problemas de saúde.

Casabe (bammy beiju bob biju) - flatbread made from cassava (tapioca) with sun-dried tomatoes and rucola (arugula) on purple plate. Selective focus ** Note: Shallow depth of field

O que fazer?

Até agora, a tapioca pareceu muito ruim, não é mesmo? Então, como ela pode ser consumida por quem tem diabetes? O truque é combiná-la com os ingredientes certos para baixar o índice glicêmico. Os carboidratos refinados e com menos fibras, como a tapioca, precisam ser misturados a alimentos ricos em proteínas e/ou integrais. Dessa forma, a digestão fica mais lenta e não ocorre a liberação muito alta de insulina.

Uma boa dica é colocar fibras na massa. As opções incluem chia, farinha de coco e farinha de maracujá. Já no recheio, você pode inventar receitas com alimentos deliciosos e cheios de proteínas, fibras e gorduras boas. Carnes são uma boa saída para isso, ovos, também. Outras ideias são:

  • Tofu
  • Atum
  • Guacamole
  • Pasta de amendoim
  • Creme de cacau com avelã sem açúcar
  • Rúcula, tomate e azeite
  • Banana com aveia
  • Maçã cozida com canela
  • Creme de alfarroba

E, para ajudar na vida moderna, a tapioca também é muito fácil e ser preparada. Você só precisa aquecer a frigideira, peneirar a tapioca e espalhá-la até formar um disco. Depois, coloque o recheio e dobre. Rápida e prática. Ideal para o café da manhã ou para o lanche da tarde.

Liberada!

Portanto, a tapioca pode ser uma opção saudável para quem tem diabetes, ou um perigo terrível, tudo depende de como for preparada. Saber combinar ingredientes e baixar o índice glicêmico é fundamental para ela ser um alimento viável para os diabéticos.

Preste bastante atenção ao escolher as receitas e não exagere no preparo. A maioria das pessoas usa duas colheres, mas, se você conseguir usar só uma para fazer a massa, melhor ainda! Prepare uma tapioca fina e combine com proteínas e fibras… E pronto. Ela está liberada!

Você costuma comer tapioca? Ou estava com medo por achar que ela fosse proibida para os diabéticos. Conte para nós! E deixe nos comentários suas receitas favoritas!

Compartilhe este texto para que mais pessoas ganhem coragem e incluam esse alimento delicioso na dieta!

 

 

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